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Avanços no tratamento de cicatrizes de queimaduras: novas tecnologias e terapias emergentes

Imagem meramente ilustrativa gerada com a IA Nono Banana Pro



Publicado em: 2025; Brazilian Journal of Development; Volume: 8; Issue: 1 no site periodicos.capes.gov.br


ISSN

2595-6825


Autores

Vitor Hugo Oliveira, Isabella Amaral Mota, Matheus Lacerda Viana, Edson Freire Fonsceca,


Tópico(s)

Recycling and utilization of industrial and municipal waste in materials production



Resumo


Queimaduras possuem um impacto significativo na saúde pública, principalmente no Brasil, onde cerca de um milhão de pessoas são afetadas anualmente. O presente estudo tem como objetivo avaliar as novas tecnologias no tratamento de queimaduras, comparando-as com abordagens convencionais, de forma a identificar as mais eficazes, suas indicações e pontos positivos e negativos. Foram realizadas pesquisas nas bases BVS, PubMed, EBSCO e Google Acadêmico, resultando na seleção de 19 artigos. Dentre os artigos revisados, foi evidenciada a importância da abordagem inicial ao paciente queimado, destacando o protocolo ABCDE e a remoção precoce do tecido necrótico. Ademais, para que os malefícios de tais lesões sejam reduzidos, novas tecnologias foram criadas, as quais têm se mostrado alternativas promissoras. Entre as principais inovações estão o uso de xenoenxertos, que acelera a cicatrização e melhora a qualidade do tecido regenerado, e as terapias com células-tronco, que auxiliam no reparo e regeneração tecidual. Além disso, os retalhos microcirúrgicos desempenham um papel crucial em queimaduras graves, garantindo a cobertura adequada de áreas extensas. Tais inovações mostraram benefícios tanto na restauração da funcionalidade, que é o principal objetivo das intervenções em queimaduras, quanto na estética da área lesada. Após análise dos artigos, concluiu-se que o uso adequado dessas novas formas de tratamento trouxe melhoras na cicatrização, estética e funcionalidade, bem como redução das complicações. Embora os benefícios sejam indubitáveis, o artigo aponta desafios, como o alto custo, a necessidade de capacitação adequada dos médicos e de mais pesquisas para validar a eficácia dessas terapias a longo prazo.



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