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Pele de Tilápia Revoluciona Tratamento de Queimaduras: Estudo Aponta Cicatrização Mais Rápida e Menos Dor



Publicado em: 8 de maio de 2025 no site news.scientificsociety.net


Em um avanço promissor para a medicina, pesquisadores brasileiros demonstraram que produtos derivados da pele de tilápia-do-Nilo podem ser uma alternativa eficaz e acessível no tratamento de queimaduras. Publicado na Revista Sociedade Científica, o estudo revela que esses materiais biológicos aceleram a cicatrização, reduzem a dor e diminuem a necessidade de trocas de curativos, oferecendo vantagens significativas em comparação aos métodos tradicionais.


O Desafio das Queimaduras

As queimaduras representam um grave problema de saúde pública global, causando não apenas danos físicos, mas também impactos psicológicos profundos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 180 mil mortes anuais estão relacionadas a queimaduras, além de milhões de casos que exigem hospitalização prolongada. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) registra mais de 1 milhão de casos por ano, com cerca de 40 mil pacientes necessitando de internação.


Os tratamentos convencionais, como a sulfadiazina de prata, embora amplamente utilizados, apresentam limitações, incluindo efeitos colaterais, alto custo e eficácia variável em feridas profundas. Diante desse cenário, a busca por alternativas inovadoras e acessíveis tornou-se uma prioridade.


A Solução Vinda do Rio

A pele da tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus) surgiu como uma opção promissora devido à sua composição rica em colágeno tipo I, semelhante à pele humana, e à presença de peptídeos antimicrobianos. O estudo, uma revisão sistemática de quatro ensaios clínicos realizados entre 2017 e 2024, comparou o uso da pele de tilápia com curativos tradicionais em 146 pacientes. Os resultados foram animadores:


Cicatrização mais rápida: Pacientes tratados com pele de tilápia tiveram uma redução significativa no tempo de reepitelização em comparação com os métodos convencionais.

Menor dor: A intensidade da dor relatada pelos pacientes foi menor, especialmente durante as trocas de curativos.

Redução de custos: A menor frequência de trocas de curativos diminuiu a carga de trabalho para equipes médicas e os custos associados ao tratamento.

Benefícios para Pacientes e Sistemas de Saúde

Além dos benefícios clínicos, a pele de tilápia mostrou-se uma opção viável para sistemas de saúde com recursos limitados. Sua produção é relativamente simples e de baixo custo, uma vantagem significativa em regiões onde o acesso a tratamentos avançados é restrito. O estudo também destacou a ausência de efeitos colaterais graves, reforçando a segurança do método.


No entanto, os pesquisadores ressaltam a necessidade de mais estudos para consolidar esses achados, especialmente em larga escala e com grupos diversificados de pacientes. “A pele de tilápia é uma alternativa promissora, mas precisamos de mais evidências para torná-la um padrão de tratamento”, afirmou um dos autores.


Considerações Finais

O estudo conclui que a pele de tilápia-do-Nilo é uma opção eficaz, segura e acessível para o tratamento de queimaduras, com vantagens claras sobre os métodos tradicionais. A redução no tempo de cicatrização, a menor dor relatada pelos pacientes e a diminuição na frequência de trocas de curativos são destaques que podem transformar o manejo de queimaduras, especialmente em locais com recursos limitados.


Para os profissionais de saúde, essa descoberta representa uma ferramenta adicional no arsenal terapêutico, capaz de melhorar a qualidade do atendimento e reduzir custos. Para os pacientes, significa menos sofrimento e uma recuperação mais rápida e confortável.


  • Autores do Estudo

  • Pablo de Souza Barp – Unirg

  • Miquéias Fernandes Dourado – Unirg

  • Felipe Dourado Souza Reis – Unirg

  • Gabriel Lopes Machado – Unirg

  • Yan Bandeira Barbosa – Unirg

  • Leonardo Bechara Lacerda – Unirg

  • Guilherme Favaro Borracini – Unirg

  • Manuela Farias de Bessa – Unirg

  • Maria Eduarda Machado Amorim – Unirg

  • Mariana Parreira Neri – Unirg

  • Ana Luah Viana Mesquita – Unirg

  • Gustavo Camilo De Morais – Unirg

  • Ana Laura Azevedo Rezende – Unirg

  • Rafaela Arruda da Silva – Unirg

  • Érica Eugênio Lourenço Gontijo – Unirg


O estudo foi publicado na Revista Sociedade Científica, Volume 8, Número 1, 2025.

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