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Pele artificial: nova geração de biomateriais aprimorados traz esperança para pacientes com queimaduras graves

Wikimedia Commons - Pele Humana


Abordagens promissoras podem salvar vidas e melhorar drasticamente a recuperação de pacientes queimados

Publicado em: 16 de maio de 2025, 16:15 no site sciadvances.com.br



Resumo


Em novo estudo de revisão, pesquisadores exploraram na literatura diversos biomateriais desenvolvidos especificamente para o tratamento de infecções em queimaduras graves, com esclarecimentos abrangentes e um resumo de tecnologias emergentes para potencial aplicação clínica.


Os pesquisadores destacaram que a nova geração de substitutos dérmicos tem potencial aprimorado para proteger e curar queimaduras complexas, ainda que continuem existindo limitações em termos de evitar infecções.


Neste sentido, ainda existem desafios para os futuros biomateriais inteligentes: melhorar o controle de infecções e promover a recuperação total com a ausência de cicatrizes.



Foco do Estudo


Realizar uma revisão sobre as mais novas tecnologias aplicadas a substitutos dérmicos de alta performance de última geração.


Por que é importante?


Globalmente, cerca de 180 mil pessoas morrem de queimaduras a cada ano, e aproximadamente 10 milhões de pessoas são hospitalizadas. Estima-se que os custos de saúde em todo o mundo alcancem US$ 112 bilhões (cerca de R$ 630 bilhões).


Mesmo após décadas de progresso, tratamentos tradicionais- como enxertos de pele – frequentemente falham em proporcionar uma cicatrização ideal e o controle adequados de infecções, levando a internações hospitalares prolongadas e ao aumento dos custos com saúde.



Estudo


Em um estudo de revisão publicado na revista científica Advanced Therapeutics, pesquisadores da Universidade da Austrália Meridional (UniSA), da Universidade de Adelaide e do Royal Adelaide Hospital (RAH) exploraram os avanços mais recentes em substitutos dérmicos – biomateriais usados ​​para substituir pele danificada – com foco específico no combate a infecções e no aprimoramento da regeneração tecidual após queimaduras graves.


A revisão traz novos conhecimentos sobre diversos biomateriais desenvolvidos especificamente para o tratamento de infecções em queimaduras graves, com esclarecimentos abrangentes e um resumo de tecnologias emergentes para potencial aplicação clínica.


De acordo com o Dr. Zlatko Kopecki e a Dra. Bronwyn Dearman, autores principais do estudo, a urgência em desenvolver soluções mais seguras e eficazes nunca foi tão grande.


Na revisão, os pesquisadores destacaram que, embora existam muitos produtos comerciais para substituir a pele, poucos oferecem proteção antimicrobiana integrada – um fator crítico, dada a vulnerabilidade das queimaduras à invasão bacteriana e à sepse.


As infecções são uma das principais causas de complicações e mortalidade em pacientes com queimaduras. Devemos inovar além dos métodos convencionais e desenvolver terapias que regenerem os tecidos e, ao mesmo tempo, previnam ativamente as infecções Dr. Zlatko Kopecki, pesquisador da Universidade da Austrália Meridional (UniSA).


Resultados


No artigo, os pesquisadores discutiram tecnologias emergentes, como o Kerecis, um novo enxerto de pele de peixe com propriedades antimicrobianas inerentes, e o NovoSorb BTM, uma matriz sintética biodegradável que resiste à colonização bacteriana sem depender de antibióticos.


Ambos os produtos representam uma nova geração de substitutos dérmicos com potencial aprimorado para proteger e curar queimaduras complexas.


O Kerecis é proveniente do bacalhau selvagem do Atlântico, capturado em um estoque de peixes sustentável nas águas da Islândia e processado com energia renovável. Destaca-se por reter ácidos graxos ômega-3 naturais, que possuem fortes efeitos antimicrobianos e promovem a cicatrização de feridas.


Ao mesmo tempo, a matriz exclusiva de poliuretano do NovoSorb BTM oferece resiliência estrutural mesmo em feridas infectadas, proporcionando uma estrutura adequada para a regeneração tecidual.


Os pesquisadores defendem que as próximas pesquisas integrem agentes antimicrobianos ativos diretamente em estruturas dérmicas tridimensionais que auxiliam o crescimento celular, reduzindo a dependência de antibióticos e curativos temporários.


Além do controle de infecções, a pesquisa aponta a ausência de cicatrizes como a futura fronteira do tratamento de queimaduras.


Ao combinar biomateriais inteligentes com terapias celulares, os cientistas buscam regenerar a pele, restaurando sua função completa – um resultado que pode revolucionar a recuperação de milhões de sobreviventes de queimaduras em todo o mundo.


[Os novos] materiais demonstram uma mudança em direção a terapias multifuncionais que combinam suporte estrutural com resistência às infecções Dra. Bronwyn Dearman, cientista do Laboratório de Engenharia da Pele do Royal Adelaide Hospital (RAH) e professora da Universidade de Adelaide.

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